Foto: DR

"É um reforço de meios muito importante para a nossa casa, para o nosso concelho", afirmou à rádio M24, João Malaquias, presidente da associação que, nos últimos cinco anos, contabiliza sete viaturas novas e cinco seminovas.

"Cada vez mais esta casa está a ficar apetrechada com aquilo que é necessário para o seu dia-a-dia", sublinhou o dirigente, acrescentando que, apesar deste reforço de veículos, a falta de operacionais continua a ser o "eterno problema" da associação.

De acordo com João Malaquias, esta é uma realidade que atinge a maioria das corporações de norte a sul do país e à qual a AHMBSC não tem conseguido escapar.

"Cada vez há menos bombeiros, não só aqui, em todo o lado. Não se consegue atrair jovens que têm outras mentalidades e vontades que não esta causa dos bombeiros", referiu.

Nesta região, indicou, os jovens "têm um leque" elevado "com tantas opções" profissionais, que é necessário "fazer uma reestruturação total" sobre esta carreira.

"Ser bombeiro é muito exigente, mas penso que com o tempo as pessoas vão perceber que é necessário mudar algumas coisas", defendeu o presidente de uma associação que conta com cerca de 90 operacionais.

Para funcionar em pleno seriam "necessários 150 elementos", precisou.

Questionado sobre a eleição dos novos órgãos na Câmara de Santiago do Cacém, João Malaquias, disse esperar a "continuidade do trabalho que foi feito pelo atual" executivo liderado por Álvaro Beijinha.

"Foi um executivo com quem podemos sempre contar, uma total consonância e penso que com o novo executivo" essa proximidade "vai continuar", com "ideias novas e, por isso, penso que a nível de proteção civil no concelho vamos ficar a ganhar", concluiu.

Os 112 anos da associação foram assinalados com uma romaria, desfile de meios, benção de novas viaturas e uma sessão solene.

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SANTIAGO DO CACÉM
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