Autarca diz que votação para Assembleia Municipal de Sines "reflete" posição da oposição para o futuro (c/ áudio)
O presidente da Câmara Municipal de Sines, Álvaro Beijinha (CDU), considerou que a escolha de Marisa Santos, do movimento MAIS, para a Assembleia Municipal reflete a posição dos partidos da oposição no trabalho autárquico dos próximos anos.
Foto: CMS
"Procurámos encontrar soluções com todos. Hoje [segunda-feira] aquilo que foi a escolha na Assembleia Municipal reflete que, se calhar, não querem estar connosco [CDU]", afirmou.
O autarca falava aos jornalistas depois da tomada de posse dos novos órgãos para a Câmara e Assembleia Municipal de Sines, que terminou com a votação da lista apresentada pelo movimento MAIS, liderada por Marisa Santos.
"É certo que mesmo na Assembleia Municipal foi a CDU quem teve o maior número de votos [e] naturalmente que houve aqui uma coligação entre quase todos os partidos que não a CDU. Repito que respeitamos essa decisão dos membros da assembleia, mas é um sinal que nos dão logo desde a primeira hora", observou.
Aos jornalistas o autarca deu também o exemplo da Junta de Freguesia de Sines, onde não houve consenso em relação à constituição da mesa da assembleia, apesar da vitória da CDU nas eleições autárquicas.
"Naturalmente que a população fará seguramente a leitura de quem ainda não percebeu quem é que venceu as eleições e quem não venceu as eleições. Por isso vamos ver o que vai acontecer na quinta-feira para a junta de freguesia de Sines, mas penso que a oposição está a dar claros sinais daquilo que vai ser o futuro", lamentou.
Questionado sobre a possibilidade de esta situação inviabilizar o programa da CDU, Álvaro Beijinha disse acreditar que não vão existir bloqueios à governação comunista na Câmara Municipal.
Já em relação à assembleia municipal, o autarca espera que "este sinal" não venha a ser "prática futura" dos partidos e movimentos da oposição.
"Espero que se construam aqui as pontes e que este sinal que hoje [segunda-feira] foi dado aqui na escolha da mesa da assembleia municipal e que também foi dado na junta de freguesia não seja a prática futura porque senão poderemos ter aqui uma situação de ingovernabilidade e de não respeito daquilo que foi uma clara e expressiva vontade popular", advertiu.
Durante a eleição para a mesa deste órgão, foram apresentadas duas listas, uma da CDU, liderada por Hélder Guerreiro, e outra do movimento MAIS, liderada por Marisa Santos.
A lista do MAIS acabou por vencer por 13 votos, tendo a lista da CDU obtido 10 votos.
Nas eleições de 12 de outubro, a CDU alcançou a vitória na Assembleia Municipal com 32,51% dos votos e a eleição de oito membros, incluindo a presidente da Junta de Freguesia de Sines, o MAIS com 27,37% elegeu seis elementos, o PS com 17,72% elegeu cinco elementos, incluindo o presidente da Junta de Freguesia de Porto Covo, o PSD/CDS-PP com 12,97% elegeu três elementos e o Chega com 7,3% elegeu um elemento, num total de 23 membros.
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