Autarca de Sines diz que aprovação de dezenas de projetos em final de mandato é "atividade normal"
O atual presidente da Câmara de Sines, Nuno Mascarenhas (PS), considerou a aprovação de dezenas de projetos, a poucos dias das eleições autárquicas, "a atividade normal do município".
Foto: CMSC
"O que se passa é a atividade normal do município. Para nós o final de mandato é até ao último dia em que estivermos em funções e o facto de algumas das empreitadas que estão a decorrer terem acontecido mais tarde prende-se com questões administrativas, procedimentos que atrasaram, dificuldades em encontrar empreiteiros", disse em declarações à rádio M24.
Trata-se de "pavimentações que estavam programadas há muito tempo" e que não avançaram "antes das eleições" para evitar eventuais acusações "de eleitoralismo", afirmou.
"Os trabalhos que estão a decorrer são duas empreitadas, uma na cidade, Zona Industrial, estrada do Casoto, que estava prometida para as pessoas que ali vivem, o asfaltamento da Avenida General Humberto Delgado, na parte final até à Docapesca, prevista há algum tempo, e que só agora foi prevista adjudicar", indicou.
De acordo com o autarca, além destes trabalhos de asfaltamento, em reunião de câmara, o executivo socialista aprovou o lançamento de três concursos para obras de reabilitação da estrada do Paiol, a rotunda junto ao Bairro Pidwell e a 1.ª fase de requalificação do campo desportivo de Porto Covo.
No seu entender, "são empreitadas naturais que vão acontecer, como muitas outras que deveriam ter acontecido".
"Face ao trabalho que foi desenvolvido nos últimos anos, quisemos na última reunião de câmara", que se realizou quatro dias antes das eleições, "levar alguns dos projetos que estão concluídos", faltando "apenas lançar os concursos", sublinhou.
Em comunicado, na página oficial do facebook, o Município de Sines divulgou a "aprovação de 14 projetos de execução relativos a obras no espaço público e em equipamentos na cidade de Sines e em Porto Covo, tendo em conta o eventual lançamento futuro de concursos públicos de empreitadas".
"Estamos a falar de cerca de 15 a 20 projetos que temos em carteira que demonstram que este executivo esteve a trabalhar durante este tempo" argumentou.
De acordo com o autarca, muitas destas obras não foram lançadas "em virtude de os financiamentos comunitários terem ciclos".
"O [programa comunitário] Portugal 2020 já tinha sido concluído, agora temos o 2030 e digamos que há um conjunto de obras que podem ser lançadas pelo novo executivo que espero que se venham a concretizar, porque obviamente o mais importante é melhorar as condições de vida na cidade de Sines, no concelho, porque é para isso que temos vindo a trabalhar nos últimos anos", acrescentou.
Reconhecendo que, de todos os projetos que estavam projetados, "nem tudo foi conseguido", o autarca em fim de mandato apontou "a recuperação financeira" da câmara municipal como "uma marca" deste executivo.
"Hoje não necessitamos de pedir a empresas que nos antecipem dinheiro para pagar vencimentos, os nossos fornecedores estão contentes porque pagamos a tempo e horas, aliás antecipamos esses pagamentos, algo que não acontecia há uns atrás".
Ainda de acordo com Nuno Mascarenhas, o desenvolvimento da atividade económica, em parceria com "muitas empresas privadas", é "outra marca que vai ficar".
"Hoje é possível ter uma atividade económica que não existia há alguns anos atrás, o turismo cresceu, há outras empresas a virem para o concelho, há novos investimentos projetados e que vão acontecer e isso é algo que demora muitos anos".
Questionado sobre o que correu mal em termos eleitorais, o autarca disse ter "uma perspetiva daquilo que aconteceu", mas acrescentou que esse balanço deve ser feito pelo presidente da concelhia do PS de Sines.
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