Foto: IPS

Considerando que este investimento do Governo é “fundamental para o desenvolvimento de qualquer região”, o autarca reiterou que Sines ansiava há muito pela criação de “uma escola [superior] pública".

A futura escola será “acompanhada por investimento público”, porque “estamos a falar de uma escola pública e é isso que Sines precisa”, afirmou.

“Estamos inseridos na região do litoral alentejano que é a única NUT III do país que não tem ensino superior que é, de facto, algo inconcebível”, tratando-se do “maior pólo industrial do país”, argumentou.

A futura Escola Superior de Sustentabilidade, Indústria e Tecnologias Digitais, a 6.ª a ser criada pelo IPS, vai ter “natureza interdisciplinar” e irá responder “à necessidade de profissionais altamente qualificados” nos setores da logística, energia, digital e indústria, explicou o IPS, em comunicado.

Com a aprovação, Álvaro Beijinha olha agora para “a parte mais difícil” do processo, ou seja o seu financiamento e posterior construção.

“Agora é a concretização do projeto [e] arranjar financiamento para o mesmo. Quando o ministro [da Educação] esteve [em Sines] houve essa intenção política da parte do Governo, da Câmara e do Politécnico e, seguramente, com os esforços de todos vamos conseguir por este projeto de pé”, sublinhou.

Questionado sobre se existe compromisso por parte da câmara em assumir o financiamento do projeto, o autarca disse não existir “nada de concreto”, uma vez que ainda “não se falou em quantidade” do montante envolvido.

Mas lembrou que o município, neste momento, “já está a investir e bem” no processo, depois de ter cedido o terreno para a construção da residência de estudantes, atualmente em curso, e para as instalações da futura escola, e ter assumido o projeto de execução do projeto.

“Portanto, já estamos a investir e, como é óbvio, o Politécnico também está, com os seus recursos. Pode haver agora outras hipóteses de investimento” através do Programa de Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR), afirmou.

A futura Escola Superior do Alentejo Litoral, indicou, contará com “um leque alargado de formação, entre microcredenciais, cursos técnicos superiores profissionais (CTeSP), licenciaturas, pós-graduações [e] mestrados”.

Segundo o município, a futura escola deverá ter capacidade para 600 alunos em regime presencial e 600 alunos em regime de ensino à distância.

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