Foto: CMS

A proposta de orçamento foi aprovada com a abstenção das bancadas do PS (4), Mais (6), coligação PSD/CDS-PP (3) e Chega (1), enquanto oito eleitos da CDU (PCP/PEV) e um eleito do PS votaram a favor.

As Grandes Opções do Plano e Orçamento para 2026 já tinham sido aprovados por maioria na câmara de Sines, com os votos a favor dos três eleitos da CDU e do vereador da coligação PSD/CDS-PP e a abstenção dos dois vereadores do Mais e da eleita do PS.

Em comunicado, a concelhia do PS de Sines explicou que a abstenção na votação do orçamento para 2026 impõe-se pela “procura de soluções de entendimento que criem condições para que a autarquia sirva, da melhor forma, os interesses” da população. 

“A proposta apresentada pelo executivo [da CDU] permite manter a trajetória de consolidação financeira, que retirou o município de uma situação desastrosa que comprometia o futuro da autarquia, conciliando o rigor financeiro com o investimento em obras prioritárias”, sublinhou.

Apesar da abstenção, o PS, que liderou o município nos últimos 12 anos, mostrou-se preocupado com “o corte significativo nos eventos culturais e outros programas”, bem como “na reformulação de alguns projetos prioritários”.

Já a proposta do executivo municipal para fixar nos 5% a taxa dos impostos em sede de IRS (Imposto sobre o Rendimento de Pessoas Singulares), que atualmente é de 3,75%, foi chumbada com os votos contra do Mais e PS (11), as abstenções da coligação PSD/CDS-PP e Chega (4) e a favor da CDU (8).

Para o PS, “o fim deste benefício, que se encontrava atualmente traduzido numa taxa de 3,75%, valor que consideramos razoável e equilibrado, resulta num agravamento de cerca de 400 mil euros que as famílias terão de pagar em sede de IRS”.


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