APS atribui dez bolsas de estudo a estudantes de Sines, Portimão e Lagoa
A Administração dos Portos de Sines e do Algarve (APS) vai atribuir dez bolsas de estudo a estudantes de Sines, Portimão e Lagoa que ingressem no ensino superior público, privilegiando jovens com maiores dificuldades económicas comprovadas.
Foto: APS
A iniciativa dirige-se a alunos que tenham concluído o 12.º ano e ingressado no ensino superior público, procurando apoiar sobretudo aqueles cuja situação económica possa limitar a continuação dos estudos.
O presidente da APS, Pedro do Ó Ramos, explicou que, embora o mérito seja também considerado, a prioridade será dada à condição económica dos candidatos.
"Queremos, sobretudo, privilegiar alunos, de facto, com carências económicas, que queiram frequentar o ensino superior e, muitas vezes, por dificuldades financeiras, não conseguem fazê-lo", afirmou.
Cada bolsa terá o valor de 1.300 euros, pago de uma só vez, estando a APS a preparar o processo para que os apoios possam ser atribuídos ainda durante o atual ano letivo.
"1.300 euros é uma ajuda, evidentemente, paga de uma só vez, e queremos que tenha aplicação já este ano", acrescentou Pedro do Ó Ramos.
Além do apoio financeiro, o programa inclui uma componente de tutoria, explicou o responsável, acrescentando que os estudantes selecionados serão acompanhados por quadros técnicos da APS, através de contactos regulares ao longo do percurso académico.
"Estes miúdos e miúdas serão acompanhados por tutores que são nossos funcionários da APS", afirmou.
Desta forma, indicou, é possível também por proporcionar aos estudantes maior contacto com a realidade portuária.
Segundo a APS, os tutores deverão apoiar a adaptação ao contexto universitário e, posteriormente, a transição entre o meio académico e o mercado de trabalho.
Pedro do Ó Ramos sublinhou ainda que as bolsas não estão limitadas a cursos específicos, podendo abranger estudantes de diferentes áreas de licenciatura e mestrado. O ensino à distância também poderá ser apoiado, embora nesse caso o valor corresponda a 50% do apoio previsto.
O responsável enquadra a iniciativa na necessidade de aumentar as qualificações nas comunidades onde a APS está presente e na necessidade de criar condições para que os jovens possam, no futuro, regressar à região.
"Se nós conseguirmos apoiar gente que tem capacidade, mas que por motivos financeiros não pode prosseguir os seus estudos, estamos necessariamente a ajudar, porque são pessoas daqui e, sendo pessoas daqui, é mais fácil regressarem", sustentou.
A APS pretende ainda aproximar os estudantes do setor portuário e logístico, embora a atribuição das bolsas não fique condicionada a uma futura integração profissional nos portos.
Pedro do Ó Ramos adiantou também que a medida não deverá limitar-se a este ano letivo: "O objetivo é criar as bolsas de estudo da APS. Isso é para manter", sublinhou.
As bolsas abrangem residentes em Sines, Portimão e Lagoa.
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