Foto: DR

“Que grande novidade! O primeiro automóvel em Portugal”, de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, com ilustrações de Pedro Brito, foi apresentado hoje na Biblioteca Municipal Manuel da Fonseca, em Santiago do Cacém.

A obra nasceu de um convite da Câmara Municipal e obrigou as autoras a aprofundar uma história que já conheciam, mas apenas parcialmente.

"Conhecíamos, mas não em pormenor. Foi aqui a Câmara Municipal de Santiago do Cacém que nos desafiou para escrever a história e, portanto, foi a partir desse estudo que nós depois pudemos escrever", explicou a escritora  Isabel Alçada.

A investigação passou pela documentação reunida pela biblioteca, jornais da época e testemunhos, procurando recriar também o ambiente vivido em 1895.

Um dos episódios mais conhecidos é o atropelamento de um burro durante a primeira viagem do automóvel entre Lisboa e Santiago do Cacém.

O ilustrador Pedro Brito optou por tratar esse momento de forma discreta.

"Tentei ser um bocadinho mais discreto. Foquei muito mais na reação do dono do burro e do desconforto, do que propriamente na violência", revelou.

Para as autoras, o livro pretende contar a história, mas também despertar o gosto pela leitura.

"A nossa expectativa, quando escrevemos histórias, é que os leitores gostem e, a partir do gosto por aquela história, possam gostar de ler. Esse é o nosso sonho, é que Portugal venha a ser um país de leitores", defendeu a escritora Ana Maria Magalhães.

A Câmara Municipal vai distribuir a edição pelas escolas e bibliotecas do concelho.

O presidente da autarquia, Bruno Gonçalves Pereira, considera que a obra ajuda a valorizar um episódio singular da história de Santiago do Cacém.

"Eram as pessoas indicadas para escrever uma história que queremos contar porque é uma das particularidades de Santiago do Cacém. De facto, é onde existiu o primeiro automóvel no país", sublinhou.

 Foram produzidos 2 mil exemplares, destinados sobretudo às escolas e à rede de bibliotecas de Santiago do Cacém e a câmara admite avançar com novas tiragens no futuro.

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