Foto: CMS

Na cerimónia de tomada de posse dos eleitos para a Assembleia e Câmara Municipal, o autarca destacou que as eleições de 12 de outubro revelaram “a maturidade e serenidade com que os cidadãos exerceram o seu direito ao voto", sublinhando a confiança depositada" na candidatura da CDU.

“Conto com todos os vereadores da Câmara Municipal, incluindo, naturalmente, os vereadores da oposição de quem espero, para além de uma correta leitura do resultado eleitoral, uma oposição ativa, acutilante e principalmente construtiva", afirmou, garantindo "soluções de consenso, procurando convergir [e] construir pontes".

Considerando ser determinante "um novo olhar" por parte do Governo para Sines, o autarca defendeu mais "investimento público" para acompanhar o desenvolvimento económico e responder "ao problema do acesso à habitação, à saúde [e] à escola pública".

"Os governos e os governantes não podem reiteradamente falar da importância estratégica que Sines assume para o país, e que de facto é real, mas não implementem políticas de investimento público que tragam e contribuam para um desenvolvimento mais sustentável que beneficie quem cá vive e trabalha", sustentou.

No seu discurso de tomada de posse, o autarca reafirmou a sua intenção de endereçar um convite ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, para "visitar Sines" e conhecer a dimensão dos desafios que este concelho enfrenta.

Será uma "forma de o consciencializar não só da importância que Sines tem, mas principalmente dos problemas que Sines e as suas populações enfrentam e da necessidade urgente em definir-se uma estratégia que assente em investimento público para ajudar a resolver os problemas e que prepare o futuro", afirmou.

Entre as medidas, apontou "uma profunda reorganização na estrutura orgânica dos serviços municipais”, a desburocratização dos serviços municipais, a melhoria do saneamento e do abastecimento de água e prometeu um maior cuidado com os espaços públicos.

"Na nossa opinião o problema só poderá ser resolvido se a câmara municipal passar a ter uma maior capacidade de trabalhar por administração direta e daí a necessidade de reorganizar equipas, rentabilizar e reforçar meios e equipamentos", sublinhou.

No seu entender, é ainda necessário "ter capacidade em produzir projeto internamente, através dos serviços municipais", tornando-os "mais ágeis e eficientes".

"Algo que é igualmente indispensável é o acompanhamento muito mais presente das empreitadas públicas e dos contratos de prestadores de serviços à câmara municipal, exigindo o seu rigoroso cumprimento", acrescentou.

Álvaro Beijinha destacou ainda o setor do turismo como uma das prioridades do atual executivo camarário com o objetivo de combater a sazonalidade e contrariar "a imagem de Sines vincadamente industrial".

O autarca comprometeu-se ainda com um mandato pautado pelo "rigor na gestão financeira".

A CDU (coligação PCP/PEV) venceu a Câmara Municipal de Sines, retirando o PS de uma governação de 12 anos. A vitória foi acompanhada pela conquista de uma das duas freguesias do concelho.

Na distribuição de mandatos na vereação, o executivo ficou composto por Gonçalo Naves (MAIS), Fernanda Duarte (CDU), Filipa Faria (PS), Ana Dias Correia (CDU), Miguel Vaz (PSD/CDS-PP) e Jorge Mestre (MAIS) em substituição de Cármen Francisco que renunciou ao mandato por motivos profissionais.

Durante a votação para a Assembleia Municipal (AM), foram apresentadas duas listas, uma da CDU, liderada por Hélder Guerreiro, e outra do movimento independente MAIS, encabeçada por Marisa Santos.

A lista da CDU obteve 10 votos, enquanto a lista do MAIS alcançou 13 votos, tendo esta última sido eleita para a presidência da AM, com uma diferença de três votos.

Assim, na constituição da mesa da Assembleia Municipal, foram eleitos por maioria Marisa Santos (presidente), Orlanda Ramos (1.º secretário) e João Soares (2.º secretário).

Em declarações aos jornalistas, após a tomada de posse, a nova presidente da AM, Marisa Santos, deixou a garantia de que não será “uma força de bloqueio”.

“Não entendo que seja uma força de bloqueio, acho que que cada vez mais não é a realidade de Sines é a realidade do país, a realidade do Mundo, obriga a que tenhamos a capacidade de dialogar uns com os outros”, afirmou.

No seu entender, todos os partidos eleitos no passado dia 12 de outubro têm “o objetivo comum de trabalhar o melhor possível para Sines”.

“Todos temos um projeto para Sines, as várias forças políticas tiveram a oportunidade de apresentar esse projeto. Em alguns aspetos até convergíamos nas ideias e nas propostas e portanto, penso que devemos encarar esta situação não como um obstáculo, mas sim como uma oportunidade de construirmos pontes, consensos e de trabalharmos em conjunto”, defendeu.

A Assembleia municipal de Sines é composta por oito elementos eleitos pela CDU, seis elementos do movimento MAIS, cinco elementos eleitos pelo PS, três eleitos do PSD/CDS-PP e um elemento do Chega. 

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SANTIAGO DO CACÉM
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