Alentejanos são os que mais preservam as poupanças mesmo tendo dívidas
Os consumidores do Alentejo são os que mais preferem manter as suas poupanças, mesmo quando esse dinheiro poderia ser utilizado para pagar a maior parte ou a totalidade das dívidas.
Segundo o European Consumer Payment Report Portugal 2026, divulgado pela Intrum, 53% dos consumidores alentejanos dizem valorizar mais a segurança financeira proporcionada pelas poupanças do que a utilização desse dinheiro para liquidar dívidas.
A percentagem é a mais elevada do país e fica acima da média nacional, que é de 39%. No Algarve, 35% dos consumidores assumem a mesma opção, enquanto no Norte a percentagem é de 34% e nos Açores e Madeira de 31%.
O Alentejo surge também como a região onde existe maior preocupação em criar uma reserva para situações de emergência. O estudo indica que 82% dos inquiridos na região colocam dinheiro de parte todos os meses para responder a imprevistos, como uma eventual perda de rendimentos.
A nível nacional, 72% dos consumidores afirmam fazer este tipo de poupança mensal, mais 12 pontos percentuais do que em 2025 e acima da média europeia, fixada em 66%.
O estudo revela ainda que 65% dos portugueses privilegiam a poupança, mesmo que isso implique prescindir de bens ou experiências de que gostam.
A confiança dos consumidores na capacidade para enfrentar despesas inesperadas também aumentou. Sete em cada dez portugueses consideram conseguir suportar uma despesa imprevista de 400 euros sem recorrer a crédito, contra 57% no ano passado.
O relatório da Intrum baseia-se num inquérito realizado em 20 países europeus, envolvendo 20 mil consumidores na edição de 2026.
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