Alcácer do Sal começa a fazer contas aos prejuízos causados pelo mau tempo
Os comerciantes da zona ribeirinha de Alcácer do Sal começaram hoje a limpeza dos estabelecimentos e a contabilização dos prejuízos provocados pelo mau tempo associado à passagem da depressão Kristin, numa altura em que o município já prepara o apoio às candidaturas às medidas extraordinárias de ajuda.
Foto: CMAS
De acordo com a presidente da Câmara Municipal de Alcácer do Sal, Clarisse Campos, os serviços municipais estão no terreno, junto dos empresários, para acelerar o levantamento dos danos.
“Os prejuízos vão ter de ser contabilizados mais rapidamente. Vamos colocar já os nossos serviços na rua, junto dos empresários, para fazer esse levantamento e recolher os contributos necessários para depois podermos ajudá-los nas candidaturas aos apoios”, afirmou.
A autarca sublinhou que, apesar de ainda não ser possível quantificar o impacto financeiro total, há estabelecimentos com danos “muito avultados”. Acrescentou ainda que existem prejuízos menos visíveis, registados noutras zonas do concelho, nomeadamente na aldeia de Santa Catarina e na comunidade piscatória da Carrasqueira.
Segundo Clarisse Campos, na Carrasqueira a situação continua a afetar a atividade dos pescadores, uma vez que a entrada de água doce no estuário do rio Sado está a ter reflexos diretos na pesca do polvo, com consequências para a economia local.
Durante a última madrugada, a água voltou a invadir alguns pontos da zona ribeirinha da cidade, mas a situação foi rapidamente controlada pelos bombeiros e trabalhadores municipais, com o apoio da bomba instalada na Avenida dos Aviadores.
“Hoje os proprietários puderam deslocar-se aos seus estabelecimentos e, com a ajuda dos nossos trabalhadores, estão novamente a limpar, a contabilizar os prejuízos e a prepararem-se para retomar a atividade, quando for possível”, referiu.
Para esta noite está prevista uma situação semelhante, mas a autarquia garante que mantém todos os meios em alerta.
“Estamos melhor preparados, com os dispositivos no terreno e muito articulados com a Agência Portuguesa do Ambiente e as associações de regantes”, afirmou a presidente da câmara, destacando a coordenação das descargas das barragens como um fator essencial para minimizar os impactos das cheias.
Clarisse Campos mostrou-se também satisfeita com a inclusão de Alcácer do Sal na situação de calamidade, decisão que considera justa e fundamental para garantir apoios mais rápidos aos comerciantes e restantes afetados.
Esta segunda-feira, o Município de Alcácer do Sal passou a assegurar o transporte das crianças do bairro do Forno da Cal para as escolas e o seu regresso, enquanto o autocarro não puder aceder ao bairro. Os alunos devem estar na paragem, à mesma hora, para serem recolhidos por uma viatura municipal.
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