Foto: DR

De acordo com o vereador com o pelouro da Proteção Civil na Câmara de Alcácer do Sal, António Grilo, o Rio Sado “acabou por galgar o muro de suporte” na frente ribeirinha e “meter alguma água na via pública”, sem “causar qualquer tipo de danos”.

Também na “avenida [dos Aviadores] continuamos com o mesmo volume de água e a expectativa é que se mantenha durante largas horas", uma vez que as  "barragens a montante continuam a libertar muita água e, neste momento, não conseguimos alterar a situação”, explicou.

As próximas horas serão dedicadas a salvaguardar o bem-estar e a perceber as necessidades dos moradores dos prédios situados na zona baixa da cidade.

“Há que salvaguardar as pessoas que estão dentro de casa, perceber quais são as suas necessidades, facultar-lhes alguns alimentos, alguns medicamentos [e] tentar perceber se é preciso retirar pessoas”, afirmou.

Segundo o autarca, trata-se de moradores que vivem em prédios, na sua maioria, com “três andares”, junto à avenida que está submersa “em mais de um metro de água”, que “preferiram ficar em casa” depois dos alertas emitidos, na quarta-feira, devido à subida da maré.

O município, em conjunto com os bombeiros, está a “fazer a avaliação e ponderar a remoção das pessoas” das suas habitações, para “corresponder àquilo que são as expectativas das pessoas de forma segura”, esclareceu o autarca que não soube precisar o número de moradores nesta situação.

“Houve pessoas que foram para casa de familiares, ontem, durante o período da tarde, quando a água começou a subir”, avançou.

Recorde-se que, ao final da tarde de quarta-feira, o município, solicitou à E-Redes o corte de eletricidade nesta área e evacuou o lar de idosos da associação AURPICAS por questões de segurança.  

Segundo António Grilo, apesar de “não se tratar de [um fenómeno] novo” para a população de Alcácer do Sal, “há muitos anos que não” se verificava “uma situação destas” na zona baixa da cidade.

“A maré está a subir até perto do meio-dia, e se houver chuva, que está prevista para o período das 15:00, pode eventualmente começar a agravar a situação, com a subida de água, inclusivamente na restante frente ribeirinha, mais a jusante”, concluiu.

O Município de Alcácer do Sal informou que, além das avenidas marginal, que tem o trânsito condicionado, e dos Aviadores, inundada e cortada ao trânsito, também a Ponte Metálica sobre o Rio Sado e a Rotunda do Forno da Cal estão entre as áreas com constrangimentos.

Também as estradas entre Alberge e Casebres (EM539), Arez e Vale de Guizo, o acesso a São Romão (EN262) e o acesso à aldeia de Santa Catarina estão inundadas.


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SANTIAGO DO CACÉM
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