Foto: RESGATE

António Mestre, responsável pela associação, fez um balanço positivo de um percurso dedicado à educação aquática, à literacia em saúde e à preparação da população para situações de emergência.

“Gradualmente vamos passando esta cultura. Isto para nós não é um custo, é um investimento, um investimento na nossa comunidade e de forma a prevenir o afogamento”, sublinhou.

Em declarações à rádio M24, o dirigente considerou que muitos acidentes resultam da falta de preparação e de comportamentos desadequados junto ao mar, rejeitando a ideia de que a natureza seja a principal responsável.

“Levamos o tempo todo a dizer que a culpa é do meio aquático, ou é da praia, ou é da rocha, ou é a onda traiçoeira. É sempre a natureza, nunca somos nós, e na verdade somos nós que temos comportamentos perigosos, desadequados ao meio ambiente envolvente”, advertiu.

As comemorações estão marcadas para 19 de setembro e vão reunir antigos e atuais elementos da Resgate numa festa informal, feita de reencontros e recordações.

Para o futuro, António Mestre volta a reivindicar uma alteração da legislação que obrigue à instalação de torres de vigilância nas praias e melhore as condições de trabalho dos nadadores-salvadores.

“Está estagnado e seria importante rapidamente que a lei mudasse, fosse revista, para que as condições de trabalho destes jovens porque não são 'carne para canhão', são pessoas, são jovens, estão no princípio das suas vidas e dedicam-se a uma missão que é a salvaguarda da vida humana no mar”, alertou.

Segundo o responsável, as torres permitiriam proteger os profissionais da chuva, do vento, do calor e da exposição prolongada à radiação ultravioleta.

“Quando tivesse 20 e tirasse o curso de guarda-vidas, ele pudesse chegar à praia e tivesse uma torre, uma torre de vigia. E a torre de vigia cria condições de segurança, cria condições de higiene e segurança no trabalho”, argumentou.

António Mestre defendeu que o atual modelo dos postos de praia está desatualizado e espera que os futuros nadadores-salvadores possam exercer a atividade com melhores condições de proteção e segurança.

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