Foto: CMS

Em comunicado, a Direção da Organização Regional do Litoral Alentejano (DORLA) do PCP referiu que a situação atual resulta de “anos de desinvestimento, falta de manutenção e sucessivas promessas adiadas por sucessivos governos”.

O estado das vias coloca “em causa a segurança das populações, a mobilidade, a atividade económica e o desenvolvimento do Litoral Alentejano”, acrescentou.

Perante a gravidade da situação, o PCP anunciou que irá questionar o Governo na Assembleia da República e exigir a requalificação urgente destas vias.

“A situação no concelho de Odemira assume contornos particularmente graves, com várias vias cortadas ou em condições perigosas de circulação”, argumentou, dando o exemplo das Estradas Nacionais (EN266) e EN 390 que estão cortadas ao trânsito.

Também “a EN123 está praticamente intransitável e a EN120, EN389 e EN393 precisam de reparações urgentes”.

Já no concelho de Sines, o PCP alertou para “o estado crítico da EN120-1, fundamental na ligação a Porto Covo e utilizada diariamente por trabalhadores, residentes e turistas, sendo a única alternativa ao colapso da CM1109”.

No concelho de Santiago do Cacém “estão identificados múltiplos problemas e necessidades urgentes de intervenção: IC33 com buracos de grande dimensão e irregularidades graves, EN120-3 muito degradada na travessia da Sonega, EN120 (Santiago do Cacém – Cercal do Alentejo) – vários troços sem condições mínimas de trânsito”, indicou.

Recentemente a Comissão de Utentes recolheu mais de 1.500 assinaturas a exigir a reparação das estradas nacionais no concelho.

“Em Grândola persistem fortes preocupações com a degradação das seguintes vias: EN253 e EN261 tendo já as populações manifestado” o seu descontentamento e exigido publicamente obras.

Em Alcácer do Sal destacam-se como prioritárias a EN253 Alcácer do Sal – Comporta e a EN120 nos acessos a Alcácer do Sal que colapsaram com as cheias e tempestades.

No entender do PCP, “a sucessão de pedidos de reunião à Infraestruturas de Portugal (IP) por parte dos municípios demonstra a falta de resposta célere por parte do Estado” e a “incapacidade” da empresa “em garantir condições mínimas de circulação”, obrigando “os municípios, nomeadamente Sines, a realizar intervenções pontuais com meios próprios”.

“Estas estradas são essenciais para a mobilidade das populações, acesso a serviços públicos, transporte escolar, escoamento da produção agrícola e ligação entre localidades do concelho e da região”, realçaram os comunistas, acrescentando que a sua degradação “constitui um entrave ao desenvolvimento regional e um risco permanente para quem nelas circula”.

Por isso, o PCP exige ao Governo “a intervenção urgente e calendarizada nas estradas identificadas, o reforço de meios humanos e financeiros da Infraestruturas de Portugal e um plano de manutenção regular da rede rodoviária”.


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