Novo Polo de Saúde de Porto Covo abre esta sexta-feira após investimento de cerca de 1 milhão de euros
As novas instalações do Polo de Saúde de Porto Covo, no concelho de Sines, que entrou em funcionamento esta sexta-feira, representam um investimento de cerca de um milhão de euros e criam condições para alargar os serviços de saúde à população, revelou a Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano (ULSLA).
Foto: ULSLA
Segundo a ULSLA, o novo equipamento assegura cuidados de saúde primários a 1.286 utentes, todos com médico de família atribuído.
Em resposta a questões colocadas pela rádio M24, o Conselho de Administração da ULSLA explicou que o novo equipamento, construído de raiz e financiado por fundos comunitários, representa um “salto qualitativo muito significativo nas condições em que são prestados os cuidados de saúde à população”.
"As anteriores instalações permitiram, ao longo dos anos, assegurar a resposta de proximidade à população de Porto Covo, mas apresentavam naturalmente limitações ao nível do espaço e da organização funcional", sustentou.
Segundo a ULSLA, o edifício dispõe de dois gabinetes de consulta, um gabinete de enfermagem, uma sala de tratamentos, uma área de secretariado e diferentes espaços de apoio, proporcionando melhores condições de acessibilidade, conforto, privacidade e segurança.
“Estamos, portanto, perante muito mais do que uma mudança de instalações. Mantemos uma resposta de proximidade que a população conhece, mas passamos a prestá-la num espaço substancialmente melhor e com maior potencial para trazer novas respostas de saúde até Porto Covo”, destacou.
A unidade mantém a equipa constituída por um médico, uma enfermeira, uma assistente técnica e uma técnica auxiliar de saúde, sem alterações aos horários de funcionamento e atendimento já praticados.
Além das consultas médicas, cuidados de enfermagem e tratamentos já disponibilizados, a administração pretende aproveitar as novas instalações para diversificar progressivamente a oferta, nomeadamente nas áreas da Nutrição e Psicologia.
“Estamos também a criar condições para que possam ser realizadas em Porto Covo algumas consultas hospitalares descentralizadas, sempre que essa descentralização seja clinicamente adequada e organizacionalmente possível”, revelou.
Segundo o conselho de administração, o objetivo é “levar progressivamente mais cuidados até às pessoas e evitar deslocações sempre que seja possível prestar esses cuidados em proximidade”, embora não tenha indicado datas para a introdução das novas valências.
O investimento na construção do novo edifício rondou um milhão de euros, financiado por fundos comunitários, tendo a conclusão da obra sofrido atrasos devido à insolvência da empresa inicialmente responsável pela empreitada.
“No decorrer dos trabalhos, a empresa inicialmente responsável pela empreitada entrou em processo de insolvência”, explicou a ULSLA, acrescentando que foi necessário recorrer a uma nova empresa para assegurar a conclusão da construção.
Questionada sobre a capacidade de resposta durante o verão, período em que Porto Covo regista um aumento significativo da população, a administração reconheceu que a sazonalidade exige "medidas de adaptação da capacidade de resposta" dos serviços às necessidades dos residentes e visitantes.
Neste sentido, admite ajustes na consulta aberta, na organização dos horários e das equipas, embora não esteja, para já, definido qualquer reforço específico de profissionais ou alargamento do horário de atendimento.
“Neste momento, não queremos antecipar um reforço específico de profissionais ou um alargamento de horário que não esteja ainda formalmente definido”, esclareceu.
A ULSLA garantiu ainda que continuará a acompanhar a evolução da procura, em articulação com a Câmara Municipal de Sines e a Junta de Freguesia de Porto Covo, procurando assegurar a resposta assistencial durante os períodos de maior afluência.
“O compromisso que podemos assumir é o de monitorizar a procura e utilizar, dentro dos recursos disponíveis, os mecanismos de organização que permitam assegurar a melhor resposta possível à população residente e à população que procura Porto Covo durante o verão”, sublinhou.
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