Mau tempo causou cerca de 18 milhões de euros de prejuízos em Santiago do Cacém
O mau tempo registado nos meses de janeiro e fevereiro provocou cerca de 18 milhões de euros de prejuízos no concelho de Santiago do Cacém, revelou o presidente da Câmara Municipal, Bruno Gonçalves Pereira.
Foto: CMSC
O balanço dos danos foi comunicado à CCDR Alentejo e inclui sobretudo prejuízos em caminhos municipais e vicinais, estradas nacionais e municipais, pontões, obras de arte, postes e árvores, na sequência do chamado “comboio de tempestades” que atingiu a região.
“Tivemos cerca de 18 milhões de euros de prejuízos do ponto de vista global comunicados à CCDR do Alentejo”, afirmou o autarca, sublinhando que “tudo o que era seguro aplicável foi colocado em ação”.
Segundo Bruno Gonçalves Pereira, que falava aos jornalistas à margem da conferência de apresentação da Santiagro 2026, o concelho foi particularmente afetado nas acessibilidades, com várias estradas submersas e necessidade de intervenção em vias de comunicação.
O autarca destacou ainda a importância da presença da autarquia junto da população nos momentos mais críticos, acrescentando que o município procurou também pressionar os organismos da administração central para acelerar respostas.
“Tudo o que podíamos fazer, desde dar pressa aos organismos do Governo central, como nós, administração periférica do Estado, resolver, foi o que fizemos. Seguramente fizemos o melhor que conseguíamos fazer”, declarou.
Entre os danos registados estão intervenções em pontões, estradas, caminhos rurais, postes, remoção de árvores e pagamento de indemnizações a munícipes que tinham viaturas estacionadas junto a árvores da responsabilidade do município.
O presidente da Câmara revelou ainda que a queda de árvores atingiu uma dimensão inédita na cidade. “Pela primeira vez na história, desde que há registo, caíram 21 árvores no interior da cidade, o que não é de todo normal”, afirmou.
O autarca adiantou ainda que continuam por resolver várias situações no território, sobretudo em zonas rurais.
“Ainda temos umas centenas de caminhos rurais no concelho a necessitar de intervenção após a passagem do comboio de tempestades”, concluiu.
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