Marcha lenta automóvel contra preço dos combustíveis nos acessos a Sines
Uma marcha lenta automóvel contra o aumento do preço dos combustíveis provocou, esta manhã, constrangimentos nos principais acessos a Sines com filas que chegaram aos 15 quilómetros.
Foto: DR
Segundo fonte da GNR," entre 60 e 100 viaturas" participam no protesto, que começou às 08:10 e teve como destino as imediações da refinaria da Petrogal.
No Itinerário Complementar 33 (IC33), entre Grândola e Sines, a fila atingiu entre 12 e 15 quilómetros durante a manhã. A circulação ficou também condicionada na Estrada Nacional 120, entre São Torpes e Sines, na Autoestrada 26, a partir de Santo André, e na ligação rodoviária entre Santiago do Cacém e Sines.
As caravanas partiram de vários pontos da região. No IC33, os participantes seguiram sob escolta da GNR, transportando bandeiras nacionais e cartazes com mensagens como “Basta ao aumento dos combustíveis” e “As famílias não aguentam mais”.
Junto à rotunda de acesso à refinaria, as viaturas percorriam alguns quilómetros, invertiam o sentido e repetiam o trajeto, utilizando as buzinas e palavras de protesto para assinalar a iniciativa.
“A adesão é bastante grande, mas estamos ainda à espera de uma maior adesão da parte da tarde”, afirmou aos jornalistas Rúben Marques, empresário e um dos dinamizadores do protesto.
De acordo com os promotores, a marcha lenta deverá prolongar-se “no mínimo por 24 horas” e pretende pressionar o Governo a reduzir os impostos que incidem sobre os combustíveis.
Os manifestantes exigem a redução para metade do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos, a descida do IVA de 23% para 6% e a eliminação da taxa de carbono.
Rúben Marques sustentou que a iniciativa “não é nada contra o Governo”, mas antes “a favor do povo português” e da melhoria das condições de vida.
“O senhor Luís Montenegro tem a garantia de que será feito tudo aquilo que for necessário e que todas as medidas serão tomadas para conseguirmos que o Governo chegue a um consenso e que nos ajude”, afirmou.
O porta-voz rejeitou ainda qualquer ligação partidária do movimento, assegurando que todos são bem-vindos ao protesto, independentemente das suas opções políticas.
A marcha lenta foi organizada através de grupos criados na aplicação de mensagens WhatsApp.
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