Foto: IPS

A tomada de posse da Comissão Instaladora da Escola Superior de Sustentabilidade, Indústria e Tecnologias Digitais decorreu hoje no Centro de Artes de Sines, no âmbito do 1.º Fórum IPS Território Sustentável.

De acordo com o responsável, a comissão vai trabalhar na instalação da nova escola e na definição das áreas de formação, em articulação com a comunidade e com o tecido económico e social da região.

“Temos efetivamente definido ouvir toda a comunidade, todo o tecido económico e social, de forma a conseguirmos perspetivar exatamente quais são as ofertas formativas que serão necessárias para o desenvolvimento da região”, afirmou em declarações à rádio M24 .

Segundo o presidente da Comissão Instaladora, o principal objetivo é “promover o desenvolvimento da região e o desenvolvimento do IPS”.

João Pires adiantou que o processo de instalação pode durar, no máximo, cinco anos, mas manifestou a intenção de concluir esta fase em menos tempo.

“Eu pessoalmente gostaria que este regime de instalação durasse menos tempo”, disse, acrescentando que a meta passa por construir, num prazo de três a quatro anos, uma escola com estrutura orgânica e órgãos definitivos.

O responsável defendeu ainda que a nova escola deve criar um sentimento de pertença na comunidade: “Queremos, acima de tudo, criar uma escola que tenha um sentimento de pertença à comunidade e que a comunidade sinta que esta escola é sua”.

Ainda de acordo com o dirigente, no ano letivo de 2026/2027, a instituição deverá avançar com uma pós-graduação ligada à gestão portuária e com um conjunto de microcredenciais orientadas para a reconversão profissional e para a formação ao longo da vida.

A partir daí, deverá trabalhar na acreditação de licenciaturas, mestrados e cursos técnicos superiores profissionais.

João Pires preside à Comissão Instaladora, que integra ainda João Nabais e Olga Costa como vogais.

Por seu lado, a presidente do Instituto Politécnico de Setúbal, Ângela Lemos, classificou a criação da nova escola como “uma grande conquista” para o IPS, para a região e para o país.

“É trazer o ensino superior para uma região que não tinha ensino superior”, afirmou Ângela Lemos, defendendo que esta presença permitirá às populações “manterem-se cá, reter talento e também trazer talento de fora”.

A presidente do IPS explicou que o projeto resulta de um processo de auscultação e de um estudo sobre a região, adiantando que as áreas da nova escola não deverão afastar-se muito das já identificadas.

“Não nos vamos afastar destas áreas, porque foram estas áreas que identificámos na auscultação”, afirmou, acrescentando que correspondem às necessidades do tecido empresarial e industrial da região.

Ângela Lemos sublinhou ainda que esta será uma escola criada de raiz e que não pretende apenas replicar formações já existentes no Politécnico de Setúbal.

A responsável adiantou que o processo deverá decorrer ao longo de três a quatro anos e que o IPS está a trabalhar com a Câmara Municipal de Sines, a CCDR Alentejo e o Ministério da Educação, Ciência e Inovação.

“Estamos também a trabalhar ainda na elaboração de um contrato-programa com o Ministério da Educação, Ciência e Inovação”, sublinhou. 

Ângela Lemos explicou ainda que já existe terreno para a implantação do edifício e que a autarquia está a preparar o caderno de encargos para a elaboração do projeto.

A presidente do IPS disse ainda não haver datas concretas nem valor fechado para o investimento.

Quanto à residência de estudantes, Ângela Lemos afirmou que a expetativa é que esteja concluída até 31 de agosto, permitindo receber alguns alunos no próximo ano letivo.

Até à instalação definitiva da escola, a atividade deverá decorrer em instalações provisórias, em princípio no edifício do Sines Tecnopolo.

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SANTIAGO DO CACÉM
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