Foto: GNR

Com o início da época de verão e a aproximação das férias, período em que muitas casas ficam temporariamente desocupadas, a GNR está a intensificar ações de policiamento de proximidade e a reforçar os alertas à população.

Apesar de uma ligeira diminuição deste tipo de criminalidade nos últimos anos, os furtos em residências continuam a representar uma preocupação para a Guarda.

Em 2024, a GNR registou 6.469 crimes deste tipo, número que desceu para 6.275 em 2025. Até ao final de maio deste ano, foram contabilizadas 2.344 ocorrências.

Os distritos com maior número de furtos em residências registados em 2026 foram Faro, com 371 ocorrências, Porto, com 255, Lisboa, com 216, Setúbal, com 205, e Leiria, com 183.

No mesmo período, a GNR deteve 54 pessoas relacionadas com este tipo de criminalidade. Em 2024 tinham sido detidas 129 pessoas e, em 2025, 132.

Segundo a Guarda, os autores destes crimes procuram habitualmente habitações que aparentam estar desocupadas, através da observação de rotinas, estores fechados, acumulação de correspondência, ausência de iluminação ou falta de movimento. A informação divulgada nas redes sociais sobre viagens e férias também pode ser usada para identificar casas vazias.

Os acessos mais vulneráveis são portas, janelas, varandas, garagens e zonas menos visíveis. Entre os bens mais visados estão dinheiro, joias, ouro, relógios, equipamentos eletrónicos, pequenos eletrodomésticos e objetos de valor facilmente transportáveis.

A GNR aconselha os cidadãos a verificarem se portas, janelas, portões, garagens e anexos ficam fechados e trancados antes de se ausentarem de casa.

A Guarda recomenda ainda que se evitem sinais evidentes de ausência, como correspondência acumulada, estores completamente fechados ou iluminação exterior desligada, e que se peça a familiares, amigos ou vizinhos de confiança para verificarem a residência.

Entre as medidas preventivas estão também evitar divulgar viagens nas redes sociais, guardar bens de valor em local seguro, manter registos fotográficos e faturas, utilizar temporizadores de iluminação, instalar sistemas de alarme ou videovigilância e não deixar ferramentas no exterior que possam facilitar o acesso.

A GNR pede ainda que qualquer comportamento suspeito seja comunicado ao posto territorial da área de residência ou, em caso de urgência, através do 112.

Em caso de furto, a população deve preservar o local e evitar mexer em objetos até à chegada das autoridades, para permitir a recolha de vestígios.

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SANTIAGO DO CACÉM
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