Foto: CNS

Num comunicado intitulado “APS decreta morte ao Clube Náutico de Sines”, a direção do clube afirma que a decisão foi antecedida por vários condicionamentos e acusa a autoridade portuária de ter promovido um “estrangulamento financeiro” da associação.

O clube aponta como exemplos a retirada do contentor onde guardava os barcos da classe Optimist, o encerramento da rampa de acesso ao mar e os encargos com o licenciamento do bar e a certificação das instalações elétricas.

Para a direção, o caminho percorrido "nos últimos anos foi ditado pela APS”, ficando, segundo o clube, “muito pouco para o desenvolvimento dos desportos náuticos”.

O Clube Náutico contesta, por isso, o argumento de que não cumpriu os objetivos da licença e garante que continua a desenvolver cursos e batismos de vela, formação com jovens e atividades em colaboração com a Câmara de Sines, escolas e outras instituições.

A associação admite deixar o local, caso a APS necessite do espaço, mas exige uma alternativa.

“O Clube Náutico de Sines não se opõe à saída do local que ocupa”, refere a direção, que reclama outro espaço com, pelo menos, condições semelhantes às atuais.

Já a APS sustenta, também num comunicado, que tem apoiado continuamente a associação, através da cedência gratuita de cerca de sete mil e 750 metros quadrados de área terrestre e cinco mil e 660 de área marítima, além da possibilidade de exploração do bar e de bonificações nos consumos de água e eletricidade.

Afirma que o clube “teria boas condições para desenvolver as atividades previstas na licença”, mas considera que a atividade promovida “na última década, pelo menos”, no ensino, aperfeiçoamento e divulgação da náutica de recreio, “não cumpre com o definido”.

Na vertente desportiva, a administração portuária acrescenta que o clube “deixou de evidenciar capacidade para promover atividades e eventos” ligados à vela e a outras modalidades náuticas sustentáveis.

Por essa razão, a APS entende que tem o “dever público de não dar continuidade à licença” e garante estar disponível para apoiar, em conjunto com o município, projetos que permitam devolver uma presença regular à vela, ao remo e à pagaiada na Baía de Sines.


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SANTIAGO DO CACÉM
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