Foto: CMAS

Após a limpeza dos espaços afetados, decorre agora uma corrida contra o tempo para recuperar o máximo de informação possível.

Em causa estão documentos fundamentais para o funcionamento dos serviços e para a vida dos munícipes, incluindo processos de licenciamento de obras particulares, contratos de abastecimento de água e o arquivo histórico do cemitério local, este último ainda maioritariamente em formato papel.

A ausência de cópias digitais completas em muitos destes registos aumenta a preocupação das autoridades, que dependem da sua recuperação para assegurar a continuidade de serviços essenciais.

Os funcionários municipais encontram-se empenhados numa tarefa minuciosa de secagem, organização e triagem dos documentos, num processo complexo que se assemelha a um verdadeiro quebra-cabeças, mas do qual se esperam resultados positivos nos próximos tempos.

Este episódio ganha contornos ainda mais marcantes pela sua ironia histórica. O arquivo municipal de Alcácer do Sal já havia sido praticamente destruído num incêndio ocorrido em 1965, iniciado no sótão dos Paços do Concelho.

Décadas depois, é agora a força das águas que volta a comprometer seriamente a memória documental do município, afetando sobretudo a cave do edifício e o piso térreo da antiga abegoaria municipal.

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