Foto: CMAS

“Foi tudo preparado, tudo programado”, assegurou a autarca, depois de a embarcação ter sido transportada para um estaleiro especializado em Sarilhos.

Segundo Clarisse Campos, o estado de conservação do galeão suscitava receios de que não fosse possível retirá-lo da água em segurança.

A embarcação mantinha há vários anos uma bomba em funcionamento permanente para retirar a água do interior e evitar o afundamento, revelou.

“Tínhamos receio de não conseguir retirar da água”, admitiu.

A Câmara contactou uma empresa especializada na recuperação de embarcações de madeira e outra entidade para assegurar o transporte.

“Foi uma manobra muito arriscada, mas que felizmente correu bem”, afirmou a presidente do município.

O Amendoeira, construído em 1925, será agora avaliado e intervencionado no estaleiro, com o objetivo de regressar a Alcácer do Sal e voltar a navegar no rio Sado.

Clarisse Campos defendeu a recuperação da embarcação pelo seu valor histórico e pela ligação à identidade do concelho.

“O Amendoeira vai ser reabilitado, recuperado e voltar à nossa terra para continuar, certamente, a navegar no nosso rio Sado”, afirmou.

Questionada sobre a futura utilização do galeão em conjunto com o Pinto Luísa, a autarca reconheceu que será necessário encontrar uma solução para assegurar mestres e outros elementos da tripulação.

Para já a presidente da câmara não indicou o custo previsto, nem um prazo para a conclusão da recuperação.

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