Alentejo Litoral com mais 9,3 milhões de euros para habitação a custos acessíveis
O programa Alentejo 2030 vai disponibilizar mais 9,3 milhões de euros para habitação a custos acessíveis no Alentejo Litoral, no âmbito de um pacote de financiamento de 46,1 milhões de euros para a região.
Segundo a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, a verba destinada ao litoral alentejano pretende responder à crescente pressão sobre o mercado habitacional, associada ao desenvolvimento industrial, energético e logístico deste território.
O financiamento integra seis novos avisos de concurso, que abrangem investimentos em habitação social, habitação a custos acessíveis, residências para estudantes do ensino superior e casas de função destinadas à fixação de profissionais essenciais.
A habitação a custos acessíveis concentra a maior fatia dos apoios agora disponibilizados, com 5,35 milhões de euros para projetos de âmbito regional, 13,8 milhões para intervenções no quadro dos Instrumentos Territoriais Integrados e 9,3 milhões especificamente dirigidos ao Alentejo Litoral.
Os novos concursos incluem ainda 5,35 milhões de euros para habitação social, 10 milhões para residências de estudantes e 2,3 milhões para casas de função destinadas a profissionais de áreas como saúde, educação e segurança.
Estes apoios juntam-se aos 15,4 milhões de euros anteriormente disponibilizados pelo Alentejo 2030 para reforçar o parque habitacional público, dos quais 6,2 milhões são destinados à habitação social no Alentejo Litoral, através do Fundo para uma Transição Justa.
No conjunto dos avisos já lançados e agora anunciados, o programa regional mobiliza cerca de 61,5 milhões de euros para investimentos na área da habitação em todo o Alentejo.
Segundo a CCDR Alentejo, o objetivo é aumentar a oferta habitacional, melhorar as condições de acesso à habitação e criar oportunidades para a fixação de jovens, famílias, estudantes e trabalhadores qualificados.
A entidade considera que a habitação constitui um dos principais desafios estruturais da região, com impacto na capacidade de atrair população, assegurar profissionais para os serviços públicos e acompanhar o desenvolvimento económico dos territórios.
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